outubro 15, 2004
Cinema. Inocência e Certeza
Assistir a E.T. remete a mioria das pessoas a um estado de inocência.
O filme, dirigido pelo Spielberg é de tal forma brilhante que chega a surpreender por ser tão simples.
Não há o que se discutir sobre o filme. Ninguém ao final, sai de lá perguntando se algum dos temas ali narradosé verdadeiro ou não: Seja a possibilidade das bicicletas voarem, a conexão entre o E.T. e o Elliot, a brincadeira da "Drew" de embonecar o E.T., ou qual era o RPG que os menios estavam jogando no começo do filme, ou mesmo a devoção do E.T. pelo Yoda é uma sacada genial.
E.T. foi produzido em uma época que era mais fácil acreditar nas coisas boas. É uma história que não necessita de explicação, e pelo modo como foi contada na tela, ninguém a pede.
Ninguém quer saber sobe quais eram os seus poderes, e se ele tinha o dom das línguas para explicar o seu aprendizado rápido. Todos aceitaram o fato de que ele possuía algum poder e que era esperto o suficiente, confiando na contador da história irrestritamente.
Por isso, Spielberg sempre será respeitado na comunidade cinematográfica e peló público em geral, por ser um excelente contador de histórias, que faz com que as pessoas escutem suas aventuras, sem impor-lhe questionamentos idiotas.
Revi o filme nesse dia da Criança, e a única coisa que me deixou chateado foramas "sazonais" mudanças no filme: como a alteração digital das armas dos agentes do FBI para Walkie-Talkies.
Ficaram excelentes aqueles radinhos segurados por pessoas com o dedo armado em gatilho. Mas, novamente, a Industrial Light and Magic conseguiu fazer alterações com perfeição, iludindo, como os melhores prestidigitadores, os meros mortais, apaixonados por uma boa história...
Posted by Diauspiter at 02:55 PM